“O portão abre-se e a Quinta recebe-nos, imensa.”

Rebanho na estrada, a caminho da aldeia da Gralheira

Conhecemos a Quinta da Bouça depois de mais um feliz Primavera Sound [junho’16], no Porto. Sai-se da cidade e chega-se a este sítio especial por estradas cheias de curvas apertadinhas, que remetem para a minha infância, passada a caminho de Trás-os-Montes. O portão abre-se e a quinta recebe-nos, imensa.

A Paula mostrou-nos algumas casas e são todas lindas! Não é porque as minhas raízes são dali perto, que deixo de me espantar com o calor que uma parede em pedra transmite, o conforto das mobílias antigas e pesadas, os linhos bordados, os pormenores carregados de história.

A Casa da Eira, onde ficámos, estava preparada como uma casa de família. Todos os acessórios e pormenores são acautelados. É possível preparar aqui uma refeição, como se estivéssemos em nossa casa (até uma sopa eu fiz).

sala e vistas da Casa da Eira, áreas envolventes às casas de hóspedes, sala da Casa da Raposeira

sala e vistas da Casa da Eira, áreas envolventes às casas de hóspedes, sala da Casa da Raposeira

A chuva resolveu arruinar-nos os planos de belas caminhadas, mas é impossível não apreciar mesmo os dias de chuva.

Felizmente, algumas abertas permitiram pequenos passeios. Amarante, uma surpresa deliciosa. A barragem do Carrapatelo, no Douro, mesmo ali ao lado. Ainda conseguimos fazer uma caminhada nas redondezas, no Vale do Bestança. Chegámos mesmo aos Passadiços do Paiva, no dia da partida. A serra de Montemuro, majestosa. E a comida? Inacreditável. É falar com a Paula, ela dá belos conselhos!

Vale do Bestança, Amarante, Restaurante Recanto dos Carvalhos (Gralheira), Restaurante Solar de Montemuro, Ponte da Panchorra

Vale do Bestança, Amarante, Restaurante Recanto dos Carvalhos (Gralheira), Restaurante Solar de Montemuro, Ponte da Panchorra

Foi uma pena não termos conseguido dar uns mergulhos na piscina. Mas fiquei cheia de vontade de regressar com os meus filhos. Há tudo quanto baste para fazer crianças felizes ali: piscina, campo relvado, uma quinta imensa para passeios.

Saímos de lá com um saco cheio de laranjas e a alma feliz. Vamos voltar!

 

Nota: Obrigada à Xana F. pelo seu testemunho e pelas imagens! Não resistimos a dizer que as mudanças de estação são sempre surpreendentes (como foi a entrada no Verão)… Agora no Outono, que bonitas imagens se podem fazer também ;)


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